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Mochilão? Sair de casa? Abrir uma startup? Veja como os jovens precisam investir para alcançar seus objetivos

6 de Outubro de 2017, 10:16 , por jessica - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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RIO - Tem quem queira viajar por aí, tem quem queira largar o emprego e virar seu próprio chefe, ou aqueles que só querem conseguir sair da casa dos pais. Como a geração millennial deve fazer para conseguir juntar moedinhas e investir em seus sonhos?

Na Semana Mundial do Investidor, conheça as estratégias para garantir metas de curto, médio e longo prazo — R$ 10 mil, R$ 50 mil e R$ 200 mil — para realizar seus sonhos.

MOCHILÃO - R$ 10 MIL

1fQuem nunca viu uma notícia sobre pessoas que largaram “tudo” para trás, para sair viajando pelo mundo? Se essas histórias nos encantam — afinal, quem não gostaria de se imaginar livre das amarras do dia a dia? — por outro, podem gerar indignação, já que a realidade da maioria dos brasileiros é outra, e poucos são os que podem se dar ao luxo de sair nessa empreitada.

Mas, o que fazer se o sonho do mochilão for uma realidade? Largar tudo da noite para o dia pode ser inviável, mas, com um pouco de planejamento, é possível colocar uma mochila nas costas e partir para uma aventura.

— O que vai diferença na hora de um investimento desse tipo é a capacidade das pessoas de “fazer” dinheiro. Elas não podem esperar separar R$ 500, e acordar com R$ 10 mil na conta, não é assim que funciona. O mais importante é juntar dinheiro mensalmente — explica Mauro Calil, especialista em investimentos do banco Ourinvest e fundador da Academia do Dinheiro.

E não é preciso muito tempo para conseguir essa quantia. Segundo o especialista, o tempo médio para conseguir juntá-la é de cerca de dez meses.

— Como é um prazo curto, o investidor deve priorizar segurança. Por isso, não deve fazer investimentos de risco, já que ele não pode perder dinheiro. O mais aconselhável então é investir mensalmente o dinheiro no Tesouro Selic ou em um título de renda fixa.

E que tal começar guardando pouco e ir subindo? Essa, talvez, seja uma das principais dicas do especialista. Para um trabalhador iniciante, que recebe entre cerca de R$ 2 mil e R$ 3 mil, o é possível começar guardando R$ 550 no primeiro mês, e aumentar em R$ 100 a cada mês. Ao final dos dez meses previstos, são R$ 10 mil na conta.

— Não tem mágica em investimento. A pessoa tem que ter disciplina, para ir aumentando progressivamente a quantia, que também é uma estratégia para não sentir tanto o peso no dia a dia — explicou Calil, lembrando ainda que é importante fazer concessões, seja esquecer balada, o celular novo, ou e até fazer um bico ou vender roupas ou eletrônicos que estiverem parados em casa também.

SAIR DE CASA - R$ 50 MIL

Uma das principais características da geração milênio talvez seja o fato de que eles demoram a sair de casa — e muito. Se antigamente os jovens saiam aos 18, hoje é comum que as pessoas esperem ter mais estabilidade financeira. Mais uma vez, com planejamento, é possível tomar essa decisão sem correr risco de ter que retornar à casa dos pais.

— Hoje, na verdade, o plano de sair de casa não depende mais de uma quantia financeira. As pessoas podem alugar inclusive apartamentos que já venham completamente mobiliados, com cama, geladeira. Ela só precisa ter dinheiro para se sustentar — lembrou Calil.

Se a escolha mesmo assim for de sair com uma reserva de emergência ou com dinheiro suficiente para montar seu enxoval, o plano já requer um pouco mais de tempo. Entre um e dois anos, segundo avaliam especialistas. E não vem facilmente:

— Quem mora com os pais tem a obrigação de poupar 50% de sua renda. A pessoa não tem custos com a casa, IPTU, supermercado precisa guardar pelo menos metade do seu salário, já que ela vai gastar isso a hora que sair de casa — explicou Calil.

O planejador financeiro Thiago Nigro concorda. Para se preparar para assumir essas novas responsabilidades, ele recomenda cautela e uma maior diversificação da carteira de investimentos.

— O ideal é investir em ativos pré-fixados ou em créditos privados, como CDBs ou debêntures. Como se tem um prazo médio, cerca de um ano, é interessante considerar também aplicações em LCI, LCA, que têm resgate mais demorado, cerca de 60 dias. Nesse caso, a pessoa pode se dar ao luxo de abrir um pouco mão da liquidez em troca de uma rentabilidade maior — explicou Nigro.

ABRIR UMA STARTUP - R$ 200 MIL

Se os planos de carreira foram tão desejados, a ideia de passar uma vida inteira e se aposentar na mesma empresa não existe mais. Ao contrário, cada vez mais jovens tentam a sorte em trabalhos autônomos, e sonham em abrir suas próprias empresas — as famosas startups. Apesar das facilidades tecnológicas, porém, ainda é preciso cuidado na hora de investir em sua própria empresa.

— Não importa o nome novo. Uma startup é uma empresa, e é o investimento mais mais arriscado que existe. Por isso, mesmo com um sócio, é preciso que a pessoa física esteja segura financeiramente, para que você possa se entregar à pessoa jurídica — avaliou Calil.

Com um prazo longo, o tempo estimado desse investimento é de cerca de três a cinco anos. Por isso, completa Calil:

— A startup pode se originar de uma ideia, mas ela nasce do suor. Algumas pessoas chegam a trabalhar três ou quatro horas depois do seu expediente em seu projeto.

É importante que o jovem aproveite esse tempo que vai durar o investimento para montar um bom networking, ter mais experiências e aperfeiçoar seu projeto.

Com um prazo maior, os especialistas são unânimes: é preciso se acostumar em correr riscos.

Segundo Calil, é preciso diversificar os investimentos. Enquanto metade precisa ser resguardada em aplicações de pouco risco — Tesouro Selic ou renda fixa — a outra metade pode ser aplicada na Bolsa.

— O fundo de índice BOVA 11 é o mais indicado. Mas é preciso fazer um balanceamento entre o Tesouro e o fundo. Todo mês, o investidor deve igualar os valores do fundo. Ao final do período, quando já se tiver garantido maior parte do investimento, é prudente retornar toda a quantia para uma renda fixa ou Tesouro, para mais estabilidade.

— Com a queda a das taxas de juros, uma opção são as debêntures, que podem ser quase tão seguras quanto o Tesouro, com rating AAA. E são as que tem o maior rendimento, e mesmo assim acessíveis ao médio investidor.


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