Ir para o conteúdo
ou

Perfil
Tela cheia
 Feed RSS

Blog

19 de Novembro de 2014, 14:58 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Ocupar é preciso

14 de Março de 2014, 13:12, por rones.maciel - 0sem comentários ainda

Por Rones Maciel, Fortaleza (CE)

Desde ano passo a sociedade vem sendo “surpreendida” com o surgimento de certos movimentos mais generalizados pelas ruas e espaços públicos e privados no Brasil, como as manifestações de junho passado e os rolezinhos, já nesse ano. Dois movimentos que trouxeram novas leituras de atuação popular, formado na sua grande maioria por jovens, e este segundo, por adolescentes que simplesmente buscavam espaços para manifestar-se social e culturalmente, mobilizados por meio das redes sociais.

Com o mesmo advento que a internet está tendo nas classes mais baixas, cresce também a forma de uso e atuação desses usuários na rede. Porém é preciso perceber como está sendo a atuação também fora do mundo virtual. Mesmo com projetos de inclusão digital ou a facilidade ao crédito para a compra de máquinas de computadores e celulares, e também melhorias na economia e distribuição de renda, que possibilita ter assinatura de internet, é preciso estar atento como os espaços offline estão sendo cuidados e possibilitados para que os jovens possam também ocupá-los.

Em Fortaleza, por exemplo, as praças que deveriam ser de responsabilidade do poder público e cuidado pela população, estão sendo privatizadas, ou melhor dizendo, “adotadas” por empresas privadas para a sua manutenção. Eximindo o Estado de total garantia de um espaço público para todos. Essa privatização leva a certos incômodos e gera inquietações no que diz respeito onde se pode chegar, e o que acontece se o Estado passa todas as suas responsabilidades aos empresários e a sua “boa” ação.

Espaços como Centros Urbanos de Arte e Cultura apresentam-se como uma alternativa a criação e manutenção de espaços de lazer, cultura e formação profissional para jovens. Hoje, na capital cearense, três dos seis projetos de Centros urbanos estão em funcionamento. Dois desses, inaugurados nesse ano, pela a atuação gestão municipal, em parceria com o Governo Federal. Mesmo que apareça como algo bom e cheio de atividades, três espaços desses ainda não são suficientes para uma população de 700 mil jovens, espalhados pelas seis regionais da cidade. Sem falar dos outros espaços, que ainda não chegam pela ausência de políticas públicas, como saneamento básico, segurança e geração de emprego e renda.

A juventude fica a mercê, na maioria das vezes, do mundo do crime, lhe apresentado como a única oportunidade de crescer e ter aquilo que o poder público, e porque não o privado, não foram capazes de oferecer. Esperar não vai resolver. É preciso ocupar os espaços tanto de lazer, como os políticos, para termos melhorias em todos os sentidos.