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Respeito ao poder de dar à luz

24 de Outubro de 2013, 17:26 , por anaclaudiacastro - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Você sabe o que é parto humanizado? Como você gostaria de parir seu filho? No último final de semana, manifestações em todo o Brasil levaram algumas centenas de mulheres barrigudas às ruas para colocar em foco a questão do “parto humanizado” – aquele que respeita a fisiologia feminina.

Contrariamente, no Brasil os partos tornaram-se medicalizados: somos hoje campeões de cesáreas no mundo. A taxa chega a 90% no setor privado e a quase 50% no setor público – a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de até 15%. Reportagem da APública revelou uma série de denúncias e números de casos de violência nesse tipo de parto, no qual è negado à mulher o poder de parir.

Já o parto humanizado é sustentado em três pilares: a) que a gestante em trabalho de parto e o bebê sejam vistos como indivíduos. b) fim da violência obstétrica; c) total respeito às evidências científicas mais recentes, visando atendimento mais seguro para a mãe e o bebê.

Ser a favor do parto humanizado não significa ser contra a cesariana. Significa que a escolha de como deseja dar à luz é, acima de tudo, da mulher, e que as intervenções obstétricas se limitem aos casos em que há risco real para mãe ou para o bebê - e não sejam praticados de forma rotineira e indiscriminada.

Agora, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ser obrigado a oferecer condições para a realização de partos humanizados em seus estabelecimentos. Projeto de lei com esse objetivo, de autoria do senador Gim (PTB-DF), foi aprovado no dia 25/09 pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa e seguiu (dia 10/10) para a Câmara dos Deputados. O projeto altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990) para incluir a obrigatoriedade de obediência às diretrizes e orientações técnicas e a oferta de condições que possibilitem a realização do parto humanizado nos estabelecimentos de saúde do SUS.

Nesta quinta-feira (24/10), o filme Renascimento do Parto foi exibido no Palácio do Planalto, em projeção seguida de debate aberto para o público (Veja o debate web pelo canal do You Tube do Participatório). Estiveram no debate a idealizadora do filme, a doula Erica de Paula, o produtor e diretor Eduardo Chauvet, a médica especialista em parto humanizado, Dra. Melania Amorim e a coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde e Rede Cegonha, Dra. Esther Vilela.

Sobre o filme O Renascimento do Parto 

O longa documentário, em cartaz há mais de dez semanas em diversas cidades do país, lança luz sobre o assunto, retratando a realidade obstétrica mundial e contraponto depoimentos de mulheres e especialistas. A obra promove também uma reflexão sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados "hormônios do amor" -- liberados apenas em condições de trabalho de parto fisiológico.


Tags deste artigo: saude mulheres jovens debate parto

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