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Ministro Miguel Rossetto debate reforma política na 9ª Bienal da UNE

1 de Fevereiro de 2015, 22:00 , por Kobausk França Felix - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Em continuidade aos diálogos sobre reforma política, o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, participou, nesta segunda-feira (2/2), da 9ª edição da Bienal da UNE. O ministro falou sobre “Reforma política e participação popular: como avançar a democracia brasileira” durante o Seminário de Reforma Política: mudar a política para mudar o Brasil.

"Lutamos pela liberdade de manifestação e pela luta política" afirmou Rossetto. Reiterou que “reforma não é meramente do sistema eleitoral, mas o povo tem que participar da política como principal sujeito.”

Dados da pesquisa nacional sobre perfil do jovem da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) demonstra que 67% dos jovens brasileiros dizem ser a corrupção o que mais incomoda; 91% dos entrevistados afirmaram que a juventude pode mudar o mundo; e 45% que a mobilização de rua é a melhor forma de viabilizar as transformações necessárias. Para o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, nesse contexto, “o papel e a luta dos jovens na reforma política precisa ser repensado. Outro padrão de representação a ser instituído com a inclusão de mulheres, jovens, negros, indígenas, entre outros, num levantamento mais amplo da sociedade, com um voto mais plural e representativo.”

Desafios da juventude

Para o ministro Miguel Rossetto “a sociedade brasileira não cabe mais numa democracia limitada. Ela quer abrir essa democracia. Ela quer abrir para maior participação de toda a sociedade e, com isso, criarmos maior legitimidade das grandes decisões que vão construir um Brasil cada vez mais solidário, cada vez mais igual e muito mais democrático.” Pensar mecanismos de democratização direta, democracia participativa. Segundo grande tema: pensar as reformas da democracia participativa.

Repensar o processo de financiamento. Deve ser mudado o grande instrumento corruptor da democracia. “Há um consenso muito forte de que nós devemos acabar com o financiamento empresarial. O financiamento empresarial distorce a democracia brasileira. A Constituição é clara, quando ela diz que o poder emana do povo. Portanto, o financiamento das campanhas, a participação nas campanhas deve ter o povo como elemento central, como agente político central.” Mecanismos de controle popular, fiscalização, monitoramento e acompanhamento devem ser constantemente aprimorados, dando total transparência e publicidade dos fatos. Nós temos a "capacidade de mobilização, capacidade de luta, capacidade de construir uma consciência política. Capacidade de transformação deste país", concluiu Rossetto.

A participação na 9ª Bienal na União Nacional dos Estudantes faz parte de uma agenda do ministro Miguel Rossetto para dialogar sobre reforma política com a sociedade. As atividades começaram na semana passada, em um encontro com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e vão continuar na próxima quinta-feira, quando o ministro deve se reunir com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

 

 


Categorias

Educação, Comunicação e Tecnologia, Participação Social
Tags deste artigo: participação social une 9ª bienal da une juventude estudantil reforma política

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