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Entrevista Bruno Ramos: Onde mora o Funk

5 de Janeiro de 2018, 13:53 , por snjuventude@gmail.com - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Filha da quebrada e nascida da necessidade de politizar a juventude periférica, surge a Liga do Funk, uma associação que ainda promete fazer muito barulho

Quando viu o ônibus se lançar em direção à moto que pilotava, Bruno Ramos fechou os olhos. Deitado no asfalto, com uma multidão ao seu redor, ele esperou trinta minutos antes que o socorro chegasse, embora, para ele, o tempo avançasse com a lentidão de anos. Era possível contabilizar cinco fraturas, três delas, expostas. Duas paradas cardíacas. Para os pedestres que foram surpreendidos pelo acidente, o rapaz de então 24 anos estava aquém de qualquer salvação. Contrariando as previsões dos médicos, porém, Bruno sobreviveu para além daquela manhã na avenida Doutor Assis Ribeiro, na Zona Leste de São Paulo, quando um ônibus foi de encontro à sua moto durante o turno como motoboy de uma pizzaria, à caminho de uma entrega. Imobilizado em cima de uma cama durante seis meses, o rapaz não sabia, na época, que sua vida acabava de tomar um rumo definitivo.

Hoje, aos 30 anos, Bruno divide o comando da Associação Liga do Funk com Marcelo Galático, produtor musical e empresário das funkeiras Valesca Popozuda e Ludmilla, entre outros nomes na indústria. A ‘Liga’, como os membros chamam o projeto tocado por Bruno e Marcelo, foi idealizada em 2011 para funcionar como ferramenta de politização dos jovens moradores de periferias por meio da música e, de quebra, profissionalizar o trabalho daqueles que buscam viver do funk e dar vazão ao sonho de se tornar Mc (do termo mestre de cerimônia, como são chamados os vocalistas do estilo).

Não demorou até que a Liga ganhasse fama entre a juventude periférica e passasse a ser conhecida pela mídia e pelo grande público como uma espécie de escola do funk. A cada encontro, centenas de jovens se reúnem para participar de oficinas criativas, batalhas de rimas, debater política, questões de impacto social e compartilhar com os demais integrantes e Mc’s as músicas que narram suas trajetórias, sem corte nem censura.

 

ONDE MORA O FUNK

Para os transeuntes desatentos, o número 422 da Rua Maria das Dores, na capital paulista, pode se passar por apenas mais uma dentre as centenas de casas que povoam o bairro Penha da França. O vai e vem intermitente de jovens que cruzam os portões da residência nas horas mais estapafúrdias indica, porém, que o casarão é algo a mais. “É onde fica a Morada da Liga”, explica Bruno Ramos. Depois de cinco anos de nomadismo, a Liga do Funk garantiu endereço próprio.

Bruno é um dos quatro habitantes da casa pela qual os membros da associação transitam livremente e onde as pessoas inscritas em programas de residência artística moram por períodos de até 30 dias. Apesar do grande número de frequentadores, na Morada da Liga não existe aperto. O terreno de 500 metros quadrados com quatro suítes na casa principal, piscina, estúdio musical, salas de reunião e uma construção separada com quatro cômodos de moradia e garagem garantem aos funkeiros um limite de lotação generoso. “É importante para a formação desses garotos a distância da comunidade. A experiência de transitar em ambientes fora da periferia é inédita para muitos deles, e queremos incentivá-los a frequentar esses espaços de forma consciente, para que comecem a se enxergar em novos contextos”, explica Andressa Oliveira, diretora de comunicação da Liga do Funk.

Ao contrário do que pode parecer, a presença dos membros da Liga no número 422 da Rua Maria das Dores é recente. Contemplada em janeiro deste ano pela Lei de Fomento à Periferia, programa da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo sancionada no ano passado a partir de um projeto de lei de iniciativa popular, a associação fundada por Marcelo Galático garantiu o direito de ocupação da casa. “Mais de 50 mil jovens já passaram pela Liga do Funk. Queremos manter esse lugar movimentado, de portas abertas a quem queira se aventurar pelas rimas. As discussões precisam estar em renovação constante, com novos debates, novas maneiras de pensar a sociedade, novos conflitos, afinal, esse é o combustível da música que produzimos”, reflete Bruno Ramos em uma manhã de outubro deste ano, no intervalo de uma aula da faculdade de sociologia que cursa.

Bruno é um dos seletos jovens brasileiros que, hoje, podem dizer que vivem da música. Mas, diferente dos milhares de garotos e garotas que veem o ofício de Mc com o mesmo fascínio com que outras gerações enxergavam a carreira de jogador de futebol, ele nunca sonhou com um lugar na indústria musical. Assim como o ônibus que o cortou no trânsito e lançou seu corpo contra o asfalto naquela manhã em 2011, os principais acontecimentos da vida do produtor o pegaram desprevenido.

 

RECOMEÇO

“No Brasil, a cor da pele funciona como passaporte de inserção, um dos mais decisivos, assim como o lugar onde você mora, o que você consome, quanto você ganha por mês.

Nascido e criado no Brás, antiga região industrial localizada no centro de São Paulo, Bruno passou a infância a se alternar entre cortiços e ocupações com a mãe e os quatro irmãos. “Minha mãe era empregada doméstica e, meu pai, vigilante noturno. Ele se ausentou completamente da nossa criação desde muito cedo. Ela teve que segurar a barra de vários empregos e cinco filhos para alimentar, educar e acudir sozinha”, lembra o produtor musical. Antes de completar a maioridade, Bruno já havia se lançado em uma série de serviços informais que garantiam renda extra para a família, mas não proporcionaram a ascensão social pela qual ele ansiava. “Eu não tinha perspectiva, com 15 anos já estava inserido no submundo da periferia”, lembra, sobre a adolescência conturbada.

“Hoje, distanciado desse meio e com outras perspectivas, percebo que é natural que os jovens da quebrada tenham como referência os líderes da comunidade, que geralmente são pessoas que enriqueceram de formas ilícitas. Isso passa uma mensagem clara, reforça a crença que nós estamos fora do sistema, à margem da sociedade. A sensação de desamparo funciona como uma espécie de garantia que não temos chance de vencer pelo estudo, que esse caminho nos foi negado de antemão. Dentro dessa lógica, a única alternativa para conquistar bens materiais e uma qualidade de vida melhor é o crime”, reflete o produtor musical.

“É complicado falar de criminalidade de uma perspectiva interna, na posição de alguém que vem da quebrada, que viveu esses conflitos na pele. Claro que não restam dúvidas que o tráfico não deveria existir, nem as outras atividades criminosas, mas é preciso lembrar que estamos falando de um cenário complexo. O traficante não é o problema em si, só o sintoma dele. O problema é algo bem maior, anterior”, pontua o produtor musical.

Quando completou o ensino médio, Bruno prestou vestibular para engenharia civil. “Naquela época ainda não existiam os programas que hoje possibilitam jovens negros e os de baixa renda a ter acesso ao ensino superior gratuito”, pontua, sobre a política de cotas. Sobrecarregado com jornadas de trabalho acumuladas, o produtor musical da Liga do Funk passou o início da vida adulta se alternando entre empregos, para complementar a renda da família e conquistar alguma autonomia. “Os salários eram baixos, já havia ficado claro para mim que estar em um emprego formal não me daria acesso a uma vida melhor tão cedo. Mesmo assim eu nunca me envolvi com o tráfico, embora o caminho mais curto fosse esse mesmo”, recorda.

O acidente de moto e os meses de cama levaram Bruno a procurar na leitura um acalento para as longas horas. Alternando-se entre livros sobre política, economia e documentários históricos, o futuro sócio de Marcelo Galático se viu, de súbito, diante de novos horizontes. Recuperado, Bruno vendeu as duas motos de que era proprietário e, com o dinheiro, montou uma confecção de roupas na garagem da casa da mãe. Os anos de adolescência durante os quais cursou aulas de corte e costura em uma escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) garantiram o conhecimento necessário para confeccionar as peças. Assim surgiu The Prize, marca de roupa que criou e que ganharia a atenção dos funkeiros e Mc’s.

Dono de uma empresa com popularidade crescente, Bruno se permitia sonhar pela primeira vez em anos. “Eu me inspirava em roupas de estilistas estrangeiros, mas, curiosamente, quem comprava os meus produtos eram garotos que, como eu, cresceram na quebrada”. No momento inicial, o futuro produtor não entendeu porque suas roupas faziam tanto sucesso entre os garotos da periferia. “A vestimenta é um dos principais passaportes de aceitação social para quem vem de classes mais baixas. Para realizar o desejo de inserção e pertencimento, ‘vestir-se bem’ é indispensável”, reflete, sobre a pressão social de que a juventude é alvo. “No Brasil, a cor da pele funciona como outro passaporte de inserção, um dos mais decisivos, assim como o lugar onde você mora, o que você consome, quanto você ganha por mês. Como quem vem da quebrada frequentemente não tem controle sobre a maioria desses atributos, eles se concentram em se vestir conforme a moda”, explica. Dentre os clientes que a The Prize conquistou, os mais fiéis eram os funkeiros. Antes que percebesse, Bruno se cercou de Mc’s e, entre eles, estava Marcelo Galático, um produtor musical em ascensão no mercado do funk. A conexão foi imediata.

 

O GIGANTE ACORDOU

Não tardou até que Galático compartilhasse com Bruno a vontade de reunir aspirantes a Mc’s em um ambiente politizado, que incentivasse a reflexão social e discutisse questões como racismo, misoginia e desigualdade social. O ano era 2012 e a Liga do Funk dava os primeiros passos hesitantes. Em junho do ano seguinte, eclodiram nas principais capitais brasileiras manifestações que levaram às ruas milhares de pessoas pautadas por reivindicações das mais diversas. Os protestos, logo apelidados Manifestações dos 20 Centavos -- visto que eclodiram na capital paulista devido ao aumento de 20 centavos na tarifa do transporte público.

No miolo das ruas ocupadas por uma população descontente estavam os membros da Liga do Funk. “Lá, fizemos nossos primeiros contatos políticos. Éramos procurados por movimentos sociais que se conectaram conosco de cara e, atraídos pela proposta da Liga, exigiam respostas, esclarecimentos sobre o momento nebuloso que vivíamos. Não tínhamos as respostas, mas cresceu em nós a vontade de nos politizar sem, no entanto, nos associar a partidos políticos, para garantir a liberdade de expressão e o livre pensar da Liga”, recorda Bruno Ramos, sobre a entrada da associação na agenda dos movimentos sociais.

 

NÃO À CRIMINALIZAÇÃO

A manhã de 13 de setembro deste ano no Senado Federal foi atípica. Funkeiros, Mc’s, rappers, agentes, produtores musicais e letristas percorriam os corredores do órgão lado a lado e, com roupas coloridas e emblemas gritantes, quebravam a monotonia dos ternos. Não foi o acaso que levou tantas figuras da indústria musical a se reunirem na Esplanada dos Ministérios, na capital federal. Muito pelo contrário. Estava marcada para o início da tarde uma assembleia da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), convocada pelo senador Ronaldo Farias (Podemos/RJ), que também atuou como seu relator. Nela, seria discutida uma Ideia Legislativa que pedia pela criminalização do funk e o enquadramento do gênero musical como ‘crime de saúde pública’.

Criada e submetida pelo webdesigner Marcelo Alonso, de 47 anos, morador de um bairro da zona norte de São Paulo, por meio do portal e-Cidadania em janeiro de 2017, a sugestão acumulou cerca de cinquenta mil assinaturas ao longo do ano. O texto de Alonso considerava o funk uma “falsa cultura”, visto que, na visão do autor, o gênero musical configura um crime contra a infância e adolescência. A ideia legislativa chamou a atenção da imprensa e não tardou até que músicos ao redor de todo país se manifestassem nas mídias sociais contra a censura do ritmo.

Em meio a muito burburinho, teve início a Comissão que decidiria o futuro do funk no Brasil. As cadeiras do auditório foram ocupadas por músicos e produtores reconhecidos por suas trajetórias na indústria, como Mc Jenny, Mc Bandida e Leonardo Britto, além de parlamentares e de representantes da SNJ, que também se posicionaram contra a criminalização do gênero. Sem exceção, os artistas se opuseram à sugestão legislativa, com argumentos favoráveis ao gênero como ferramenta com potencial de transformação social e promoção de oportunidade. “Eu vim aqui para pedir respeito. Não podemos nos esquecer que o funk gera emprego, que ele é uma grande parte da cultura brasileira e que se comunica com a população de uma forma que outros gêneros musicais não comunicam”, disse a funkeira Mc Jenny, depois de pedir a palavra ao relator.

Na mesa da relatoria, ao lado do senador Romário Farias e de Mc Koringa, cantor de funk melody, Bob Rum, também funkeiro e Mylene Mizrahi, Doutora em Antropologia Cultural e autora de publicações científicas sobre a estética do funk carioca, estava Bruno Ramos. O representante da Liga do Funk fez coro à fala de Mc Jenny e também se posicionou contra a Ideia Legislativa. “O funk é tão diverso quanto são os brasileiros que o escutam. Nós não podemos permitir que os estereótipos e preconceitos calem uma manifestação artística que é a marca registrada da periferia, que dá voz aos jovens em situação de vulnerabilidade. Para entender o quadro social do nosso país, é preciso se comunicar com ele. O Brasil ouve funk, fala a língua do funk, vive a realidade dessas músicas”, argumentou o produtor musical. 

Por mais alarmante que a ideia de silenciar Mc’s ao redor de todo país possa parecer, aquela não era a primeira vez que um gênero musical era alvo de censura no Brasil. Do início do século XX até o governo de Getúlio Vargas (1930-1945) o samba foi considerado crime, e era visto como um “ato de vadiagem”. Durante o período, diversos sambistas foram encarcerados, como o músico carioca João da Baiana, que foi preso diversas vezes por andar nas ruas do Rio de Janeiro com o pandeiro em mãos.

Não muito antes da saga de João da Baiana e de seu pandeiro, era a capoeira o gênero alvo de represália. Até a assinatura da Lei Áurea, em 1888, os governantes decidiram pela criminalização da dança, temerosos que os movimentos das coreografias pudessem incitar revolta entre os escravos e enfraquecer o poderio e autoridade dos senhores de engenho. No Código Penal de 1890, constava a proibição: “Fazer nas ruas e praças públicas exercício de agilidade e destreza corporal conhecida pela denominação de capoeiragem: pena de prisão celular por dois a seis meses”.  Um século mais tarde, no desabrochar da década de 1990, o rap também teve sua cota de problemas com a Justiça, apesar de mais sutis e em menor escala. Ficou famosa a ocasião na qual, em novembro de 1997, os integrantes da banda Planet Hemp foram presos em Brasília por “apologia às drogas”, em virtude de suas letras sobre consumo de maconha.

Ao fim da Comissão criada para discutir a proposta de criminalização do funk, o repúdio à ideia Legislativa foi unânime entre os presentes. Nas palavras do relator, atribuir práticas criminosas ao funk é “injusto e precipitado”. “Infelizmente, a prática de crimes ocorre nos mais diversos ambientes da sociedade brasileira, inclusive nos bailes funk. Para isso, já existem aparatos de repressão e judiciais que devem cumprir seu dever. E estes bailes também são uma alternativa de diversão para milhões de jovens em nosso país, e nas áreas mais carentes, é muitas vezes a única”, pontuou o senador Romário, e sinalizou para que tocassem no auditório a música É Som de Preto, um épico do funk brasileiro. O fim da tarde na Comissão de Direitos Humanos transcorreu ao som da dupla Amilcka e Chocolate, enquanto funkeiros e parlamentares se misturavam no baile improvisado.

 

É PROIBIDO PROIBIR

“Frequentei o baile desde muito cedo. Quando você é menor de idade na periferia, muitas vezes, a única opção de lazer é o pancadão de rua”, conta Andressa Oliveira, de 21 anos, habitante da Morada da Liga e diretora de comunicação da Liga do Funk. Nascida e criada em Osasco, município da zona oeste da região metropolitana de São Paulo, Andressa nunca considerou seguir a carreira na indústria da música. “Sou muito tímida, ser artista nunca passou pela minha cabeça, mas o funk esteve presente na minha vida desde os 12 anos, quando eu ia para os bailes com a minha irmã mais velha. Morando na periferia, impossível não conhecer as músicas”, recorda.

Quando se formou no ensino médio, Andressa não sabia exatamente qual área seguir, mas estava decidida a trabalhar com ‘questões sociais’. Ela não demorou a se matricular em um curso técnico de gestão em projetos sociais, focado em gestão pública. Em janeiro de 2016, a jovem de Osasco estava em um ônibus para uma viagem rumo ao Fórum Social Mundial, que tomaria palco em Porto Alegre, quando um batuque familiar chamou sua atenção. Antes que se desse conta, os passageiros do ônibus cantavam a todo pulmão músicas que ela também conhecia de cor. Andressa ainda não sabia, mas acabava de ser apresentada à Liga do Funk.

Encantada com a proposta do projeto, ela passou a frequentar a associação e seus conhecimentos em gestão pública garantiram responsabilidades cada vez maiores. Dentro de um ano, Andressa havia sido nomeada diretora de comunicação da Liga. Na época, o projeto fundado por Marcelo Galático havia acabado de ser contemplado com a casa de número 422 na Rua Maria das Dores, que estava prestes a abrir as portas para aspirantes a Mc’s e produtores musicais ao redor de todo país. “Como mulher em um cargo de responsabilidade, a gente chega muito acelerado. Eu bati muito de frente com comentários que considerei machistas ou ofensivos. Mas o interessante a respeito da Liga é que esse é um espaço de iguais. Muitas das pessoas aqui não tiveram a base oferecida por espaços de educação política e social, então não dá para cobrar delas essa consciência. O que podemos fazer é transmitir o conhecimento com respeito às trajetórias individuais”, conta, sobre a convivência entre os membros da associação.

Nos encontros da Liga, só existe uma regra: é proibido proibir. Apesar de a associação promover debates com o objetivo de conscientizar os participantes, o conteúdo da criação artística dos Mc’s fica por conta deles, sem censura ou represália. “Muita gente acha que as pessoas chegam aqui com uma determinada visão de mundo e que nós construímos outra em cima disso. Não funciona assim”, explica Andressa, e acrescenta que todos têm total liberdade para cantar a vertente do funk com a qual se sentem confortáveis, desde que seja uma decisão consciente.

“o interessante a respeito da Liga é que esse é um espaço de iguais.”

 

VERTENTES DO FUNK

Funk Melody: Músicas mais românticas com o estilo freestyle americano.

Funk Vida Real ou Proibidão: Visa chamar a atenção da população para o que se passa na periferia. Muitas das letras funcionam como denúncias, mas é frequentemente confundido com apologia à violência. Nesse sentido, o proibidão se aproxima das letras dos raps mais antigos.

Funk Ostentação: Ganhou força em 2009, a marca distintiva é o destaque dado ao consumo de bens materiais.

Funk Ousado: É um ritmo polêmico, marcado por trocadilhos e insinuações sobre sexo nas letras. Recentemente, muitas mulheres vêm tomando projeção no estilo com músicas que tratam da autonomia feminina, no lugar de letras que incentivam a rivalidade entre as mulheres e agressão por parte dos homens.

Funk Gospel: Combina o ritmo característico do funk com letras que contém mensagens religiosas. 


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Cultura, Participação Social

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