Ir para o conteúdo
ou

Minha rede

 Voltar a Notícias do ...
Tela cheia Sugerir um artigo

Emicida e convidados fecham o primeiro dia de Conferência

15 de Dezembro de 2015, 0:00 , por _____ - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Visualizado 299 vezes

Conhecido pelo engajamento social e pela luta contra o racismo, o rapper Emicida se apresentou ontem  no encerramento do primeiro dia da 3ª Conferência Nacional de Juventude. Autor de sucessos como "Mufete, "Passarinhos" e "Gueto", ele foi ovacionado por fãs de todo o país que se identificam com suas letras sempre combativas.

Durante o show, Emicida conversou com a plateia e lembrou os cinco jovens negros assassinados por policiais no Rio de Janeiro, os atentados terroristas ocorridos em Paris e a tragédia ambiental de Mariana, em Minas Gerais.

D88a2231

"Depois dos atentados, vi as pessoas colocarem suas lágrimas pra fora, suas dores. Eu acho tudo isso muito válido desde que a gente reflita a situação dos refugiados que estão com a corda no pescoço há muito tempo. Agora, o que me frusta no país que a gente vive, no mundo que a gente vive, é que cinco moleques foram fuzilados no Rio e ninguém falou nada", alertou. 

Nesse momento, o rapper foi interrompido pelos jovens que gritavam "Hipocrisia, essa polícia mata preto todo dia". Ainda segundo ele, é impossível construi paz com uma força de segurança que vê o cidadão como inimigo, principalmente as mães, que estão na 'alça da mira' diariamente.

Emicida aproveitou o evento para apresentar ao público a canção que escreveu sobre a morte desses cinco jovens cariocas. Na letra ele diz: "Era cinco muleque tipo nóiz que acabaram assim, que fim, sem voz. Silêncio dos verme, várias medalha pro algoz enquanto ele mata cinco muleque tipo nóiz. Não vai ter hashtag, nem hoje, pós. Ninguém chora por cinco muleque tipo nóiz".

No fim do show, Emicida cantou a música "Mandume" — que trata de empoderamento feminino, desigualdade social e escravidão — ao lado das rappers Karol Conká e Drik Barbosa; e dos rappers Rico Dalasam, Muzzike, Coruja e Raphao Alaafin.

Foto: Aurélio Pereira


Categorias

Participação Social, Cultura, Diversidade e Igualdade

0sem comentários ainda

Enviar um comentário

Os campos são obrigatórios.

Se você é um usuário registrado, pode se identificar e ser reconhecido automaticamente.