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Dezembro Vermelho conta com ações de prevenção ao HIV/Aids

2 de Dezembro de 2017, 13:23 , por snjuventude@gmail.com - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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O ano de 2017 terá o primeiro Dezembro Vermelho, uma campanha de mobilização nacional para conscientização e prevenção do vírus HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Aprovada em outubro no Senado, a Lei 13.504 que institui a campanha neste mês em função do Dia Mundial contra a AIDS, celebrado no mundo inteiro em 1º de Dezembro, é um marco no combate à doença.

A campanha prevê uma série de ações com foco na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/Aids. Serão realizadas, atividades e mobilizações tais como iluminação de prédios públicos com luzes na cor vermelha; veiculação de campanhas de mídia; palestras e atividades educativas; e promoção de eventos. A instituição da campanha já havia sido aprovada em agosto pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal.

Segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), divulgado nesta quinta-feira (30), a ampliação do acesso a todas as opções de prevenção ao vírus poderia reduzir o número de novos casos na América Latina e Caribe, que desde 2010 se mantém em 120 mil por ano.

De acordo com o relatório, houve um aumento de infecção entre os jovens: um terço das novas infecções ocorrem em pessoas de 15 a 24 anos. Já dados do Ministério da Saúde dão conta de que, na faixa de idade entre 15 e 19 anos, entre os anos de 2006 e 2015, houve variação de 187,5%, com a taxa de infecção passando de 2,4 em cada 100 mil habitantes para 6,9. Já entre os jovens de 20 a 24 anos houve alta de 108%, passando de 15,9 para 33,1 infectados. Entre 25 a 29 anos, foi de 21%, com a taxa migrando de 40,9 para 49,5%.

Conheça o vírus

O HIV é um vírus que se espalha através de fluídos corporais e afeta células específicas do sistema imunológico, conhecidas como células CD4 ou células T. Atualmente, não há cura efetiva e segura, mas o HIV pode ser controlado com medicamentos. O tratamento adequado é a única forma de evitar que o vírus se desenvolva, podendo deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentam o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Prevenção é o melhor remédio

A principal arma existente hoje contra a transmissão de HIV no Brasil, considerando que a transmissão em larga escala é sexual, é o uso de preservativo. No caso de estupro ou de uma relação arriscada sem o uso de camisinha, existe a opção da Profilaxia Pós-Exposição, coquetel de medicamentos de emergência fornecido em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde. Para funcionar, a medicação deve ser administrada em até 72 horas após a relação desprotegida e precisa ser tomada durante 28 dias. Este mês, o Brasil vai adotar uma nova estratégia, a profilaxia pré-exposição. Pessoas que têm um risco aumentado de infecção - como, por exemplo, os profissionais do sexo e pessoas soronegativas que são casadas com pessoas soropositivas, entre outros - vão poder receber um medicamento que diminui o risco de contaminação quando expostas.Outro fator importante para a queda no número de transmissões é a oferta de testes para que as pessoas contaminadas pelo HIV saibam da sua condição e possam iniciar o tratamento.

Outras ações

O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), lançou, em setembro deste ano, a cartilha “Saúde e sexualidade de adolescentes”. A publicação foi fruto de debates entre adolescentes, academia e profissionais de diversas áreas do MS e da OPAS/OMS, que ocorrem desde 2016.

O material tem como objetivo identificar as necessidades e superar os desafios que adolescentes do Brasil enfrentam, respeitando os direitos humanos e a promoção da equidade de gênero. Ao lembrar que a adolescência é uma época de descobertas, a publicação alerta que “as buscas e experimentações dessa faixa etária possibilitam uma maior exposição às violências e aos comportamentos de riscos, tais como o abuso de álcool e de outras drogas, que podem resultar em uma maior suscetibilidade às infecções sexualmente transmissíveis e em uma gravidez não desejada”.

A cartilha propõe soluções, baseadas em serviços de atenção integral e especializados já oferecidos nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde, além de apontar meios para melhorar o atendimento dos adolescentes.

*Com informações da Agência Brasil





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